Ensino Médio e técnico profissional: disputa de concepções e precariedade

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Como nos últimos cinquenta anos avançamos de forma pífia no aumento quantitativo e na qualidade dos jovens que cursam o ensino médio na idade adequada, e as políticas de formação profissional para a grande massa de jovens e adultos estão na lógica da improvisação, da precarização e do adestramento.


Gaudêncio Frigotto

Um dos contrastes que se reitera historicamente em nossa sociedade é a absurda concentração de renda e propriedade na mão de uma minoria e, como consequência, uma grande massa de pobres ou miseráveis.
Como a escola e os processos formativos não são apêndices da sociedade, mas parte constituída e constituinte dela, a desigualdade social se reflete na desigualdade educacional. O estigma colonizador e escravocrata da classe dominante brasileira produziu uma burguesia que não completou, em termos clássicos, a revolução burguesa e, como tal, não é nacionalista, mas associada ao grande capital.
Trata-se de uma classe dominante que desde o Império tem um discurso retórico que apresenta a educação como uma prioridade fundamental, uma espécie de “galinha dos ovos de ouro”para resolver todas as mazelas da sociedade. Almeida de Oliveira, em discurso no Parlamento em 18 de setembro de 1882, afirmava: “Na instrução pública está o segredo da multiplicação dos pães, e o ensino restitui cento por cento o que com ele se gasta”.1
Esse discurso hoje se materializa no slogan “todos pela educação”, mas na realidade legitima propostas educacionais de interesse privado dos grupos industriais, do agronegócio e dos serviços, especialmente bancos e grande imprensa privada. Isso se efetiva pela adoção por prefeituras e estados de institutos privados para gerir os sistemas de ensino no conteúdo e no método e nos valores mercantis.
O passo mais ousado desse processo foi lançado em 31 de janeiro de 2013 com o nome sugestivo deConviva Educação, um virtual “gratuito”, desenvolvido por “investidores sociais” para apoiar a gestão das secretarias municipais de educação de todo o Brasil. Quem são esses protagonistas? Fundação Lemann, Fundação Roberto Marinho, Fundação SM, Fundação Itaú Social, Fundação Telefônica Vivo, Fundação Victor Civita, Instituto Gerdau, Instituto Natura, Instituto Razão Social, Itaú BBA e o Movimento Todos pela Educação. A barriga de aluguel para a gestão e a divulgação é a União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime), com o apoio do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed).
Mas desde o Império são exatamente os representantes laicos e religiosos desses grupos privados que no Judiciário, no Parlamento e na burocracia do Estado, sustentados pelo monopólio da grande imprensa, que barraram ou desfiguraram as propostas que emanam do debate da sociedade e buscam afirmar o sentido republicano do direito à educação básica, pública, gratuita, universal e laica. Há mais de dois anos o Plano Educação, amplamente negociado e debatido na sociedade, está sendo protelado e desfigurado por essas forças privadas.
Dermeval Saviani, na videoconferência referida na nota 1, explicita de forma sucinta a negação histórica ao efetivo direito de educação básica pública de qualidade com a equação: filantropia + protelação + fragmentação + improvisação = precarização geral do ensino no país.
Para elucidarmos o resultado desse descaminho histórico, fixamo-nos no ensino médio e na formação técnica e profissional. Trata-se do duplo passaporte à cidadania efetiva, no plano político, social e econômico, mediante o acesso qualificado ao mundo da produção.
Cidadania política significa ter os instrumentos de leitura da realidade social que permitam ao jovem e ao adulto reconhecer seus direitos básicos, sociais e subjetivos e lhes confiram a capacidade de organização para poder fruí-los. No plano da formação profissional, a cidadania supõe a não separação desta com a educação básica. Trata-se de superar a dualidade estrutural que separa a formação geral da específica, a formação técnica da política, lógica dominante no Brasil, da Colônia aos dias atuais − uma concepção que naturaliza a desigualdade social postulando uma formação geral para os filhos da classe dominante e de adestramento técnico profissional para os filhos da classe trabalhadora.
A retórica reiterada da importância da educação “de todos pela educação” e do “convida educação” mostra-se cínica diante dos dados do Censo do Inep/MEC de 2011. O Brasil tem hoje 8.357.675 alunos matriculados no ensino médio. Apenas 1,2% no âmbito público federal, 85,9% no estadual, 1,1% no municipal e 11,8% no privado. Pode-se afirmar que no âmbito público apenas o 1,2% de alunos em escolas federais e algumas experiências estaduais, como a Escola Liberato no Rio Grande do Sul, têm padrões de qualidade internacional, com professores em tempo integral, carreira digna, tempo de pesquisa e orientação, laboratórios, biblioteca, espaço para esporte e arte etc., cujo custo econômico anual médio é de aproximadamente R$ 8 mil.
Dos 85,9% de jovens que estão nas escolas estaduais, mais de um terço o fazem à noite, com professores trabalhando em três turnos e em escolas diferentes e com salários vexatórios. O custo médio é de aproximadamente R$ 2 mil por ano, um quarto do custo federal. Uma mensalidade numa escola privada de elite corresponde ao que a sociedade brasileira está disposta a gastar com a maioria absoluta dos jovens que estão no ensino médio.
Mas o alarmante é o que revela a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad, 2011) sobre a negação do direito ao ensino médio aos jovens brasileiros. Dezoito milhões de pessoas entre 15 e 24 anos estão fora da escola e 1,8 milhão, em idade de estar no ensino médio, não o estão frequentando. Na faixa de entrar na universidade (18 a 24 anos), 16,5 milhões de jovens, ou seja, 69,1% não estudam. Pode-se concluir que o Brasil não tem de verdade ensino médio.
A metáfora do apagão educacionalque aparece no vozerio de empresários e seus representantes intelectuais e políticos, para reclamar da falta de pessoal qualificado, esconde quem o produz: a mentalidade colonizadora e escravocrata da classe dominante. Com o quadro de ensino médio apresentado, a formação profissional em nível superior ou pós-médio só pode ser medíocre.
Os dados da Pnad mostram que apenas 9% dos jovens entre 18 e 24 anos entram no curso superior. É claro que vão faltar, especialmente em algumas áreas, profissionais qualificados. Como nos últimos cinquenta anos avançamos de forma pífia no aumento quantitativo e na qualidade dos jovens que cursam o ensino médio na idade adequada, a maioria só atinge o ensino fundamental, e as políticas de formação profissional para grande massa de jovens e adultos estão na lógica da improvisação, da precarização e do adestramento.
Isso fica evidenciado no seguinte dado histórico: em 1963, no curto governo João Goulart, em razão da carência de trabalhadores qualificados, criou-se o Programa Intensivo de Preparação de Mão de Obra (Pipmo), que foi transitório e de curta duração. Veio o golpe civil-militar e esse programa durou dezenove anos.
O que é espantoso é que, cinquenta anos depois, a grande política do Estado brasileiro na formação profissional dos jovens e adultos reedita o Pipmo, com as mesmas características, mas com um volume muito maior de recursos, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e do Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo).
Essas políticas, sem a base do ensino médio, constituem um castelo de areia. A meta até 2014 anunciada pelo Ministério da Educação é de 8 milhões de vagas, a maioria no Sistema S, especialmente pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Com o aporte de dinheiro público do BNDES de R$ 1,5 bilhão, pavimenta-se esse castelo, mas continuaremos negando a efetiva cidadania política, econômica, social e cultural à geração presente e futura de nossa juventude. Na expressão de Florestan Fernandes, “continuaremos a ser um Brasil gigante com pés de barro”. Vale dizer, um gigante econômico com uma democracia efetiva frágil e formal e uma sociedade absurdamente desigual.
A mudança não virá da classe dominante e seus representantes no âmbito político, jurídico e religioso. Isso somente poderá mudar pela organização dos movimentos sociais, sindicatos e intelectuais; forças políticas e culturais que efetivamente lutem pelos direitos dos trabalhadores do setor público e privado e forcem as mudanças estruturais que mantêm uma sociedade que, como analisa Francisco de Oliveira, produz a “miséria e se alimenta dela”. E essa mudança só se dará quando os autodenominados “investidores sociais” anteriormente citados pagarem impostos sem a troca da tutela do Estado por benefícios fiscais e houver imposto de renda progressivo. Então poderemos ter fundos públicos para uma escola básica que inclua o ensino médio público, laico, gratuito e universal, no padrão do 1,2% da rede federal atual. Certamente será uma poderosa mediação para a cidadania política, econômica e cultural.

Gaudêncio Frigotto
Doutor em Educação – História e Sociedade (PUC-SP), professor titular de Economia Política da Educação da Universidade Federal Fluminense e professor do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

1. Ver Dermeval Saviani, As reformas educacionais no Brasil, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 13 out. 2012 (videoconferencia)


FRIGOTTO, Gaudêncio. LeMonde Diplomatique. 01 mar 2013. Disponível em http://www.diplomatique.org.br/print.php?tipo=ar&id=1384. Acesso em 11 jun 2013.



Lançada nova edição do Jornal Eco Teens

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Estudantes do Colégio São Jorge dos Ilhéus, em parceria com o Ministério Público Estadual, lançaram ontem (quarta, 05) a terceira edição do jornal Eco Teens.

O impresso chega ao seu segundo ano, como uma iniciativa do MP junto com escolas, poder público e iniciativa privada.

Nesta edição, os alunos da 5ª a 8ª séries abordaram questões sobre biopirataria, água, lixo e energia. O jornal é custeado com dinheiro de multas aplicadas a infratores ambientais.

Instituto Municipal Eusínio Lavigne inicia sua preparação para o Eco Teens

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Alunos do IME realizaram seminário em comemoração à Semana do Meio Ambiente
Posted By Roberto Rabat Chame On 6 de junho de 2013 @ 11:46 In Ecologia | No Comments
Professores e alunos do Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavigne (IME-Centro) comemoram a semana do meio ambiente com a execução de ações do Projeto Água: nosso maior tesouro, proposta educacional, uma atividade interdisciplinar contemplando 393 estudantes das 7ª e 8ª séries do ensino fundamental II. O objetivo do projeto é oportunizar aos alunos para o conhecimento sobre a importância da água na vida dos seres vivos, através do contato direto com o ambiente.
Semana do Meio Ambiente.[1]
Semana do Meio Ambiente.

Como parte das atividades do projeto, foi realizado na manhã desta quinta-feira (06), no auditório da Justiça Federal, o seminário sobre a importância e uso racional da água, contando com apresentações de trabalhos realizados pelos alunos. O seminário foi aberto com a palestra da professora Lidiney Campos, da disciplina de ciências do IME, que falou sobre a importância da implantação da água e da necessidade da participação de toda a comunidade escolar na preservação desse patrimônio natural. Ela explicou que esse trabalho de conscientização dos alunos foram iniciado pelo projeto no mês de maio, nas aulas de sua disciplina ciências e língua portuguesa, orientados pelas professoras Cátia Hughes e Clotilde Amaral, e também aulas de educação física, pela professora Aparecida Fontes, e por Giovane Barbosa, nas aulas de matemática.

Logo depois foi a vez da palestra sobre “Água: aprendendo a usar com responsabilidade para a manutenção da vida”, proferida pela assistente social da Embasa, Cibele Fontes. Após a palestra foi feito o sorteio de brindes educativos patrocinados pela Embasa. O seminário contou ainda com a apresentação teatral feita pelo grupo do Serviço Social da Indústria (Sesi), encerrando as atividades da manhã. Participaram do seminário no turno matutino a representante da Embasa, Sandra Nunes e os professores José Eduardo Menezes, Flordenice Santiago e Aparecida Fontes e os servidores Eliete Freitas e Conceição Ramos.
Na parte da tarde foi a vez de apresentações de trabalhos realizados pelos alunos, contando com dramatizações, recital, produção de cartazes e músicas, orientados pelas professores de português e artes Cátia Hughes e Clotilde Amaral. O evento aconteceu no auditório do IME, contando com a participação expressiva dos alunos. Para os estudantes, o seminário foi uma oportunidade de conhecer mais sobre a água e despertar para a importância da preservação do meio ambiente.
O projeto foi iniciado no mês de maio com aulas expositivas, dialogadas, pesquisas no livro didático e internet. No mês de junho, iniciaram as aulas de campo, atividade extraclasse com visitas ao local de captação de água do Iguape, estação de tratamento de água e de tratamento de esgoto. Para o segundo semestre estão planejadas visitas às praias da cidade e à Lagoa Encantada, com objetivo de medir a temperatura, oxigênio dissolvido, salinidade, tabulação de dados. O projeto será encerrado no mês de outubro com a edição de um vídeo educativo produzido pelos alunos e publicação da segunda edição do Jornal Eco Teens, em parceria com o Ministério Público.


Article printed from R2CPRESS | A Letra Fria da Verdade: http://www.r2cpress.com.br/v1

Controle Social – Conselhos municipais e controle social

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O controle social pode ser feito individualmente, por qualquer cidadão, ou por um grupo de pessoas. Os conselhos gestores de políticas públicas são canais efetivos de participação, que permitem estabelecer uma sociedade na qual a cidadania deixe de ser apenas um direito, mas uma realidade. A importância dos conselhos está no seu papel de fortalecimento da participação democrática da população na formulação e implementação de políticas públicas.

Os conselhos são espaços públicos de composição plural e paritária entre Estado e sociedade civil, de natureza deliberativa e consultiva, cuja função é formular e controlar a execução das políticas públicas setoriais. Os conselhos são o principal canal de participação popular encontrada nas três instâncias de governo (federal, estadual e municipal).

Os conselhos devem ser compostos por um número par de conselheiros, sendo que, para cada conselheiro representante do Estado, haverá um representante da sociedade civil (exemplo: se um conselho tiver 14 conselheiros, sete serão representantes do Estado e sete representarão a sociedade civil). Mas há exceções à regra da paridade dos conselhos, tais como na saúde e na segurança alimentar. Os conselhos de saúde, por exemplo, são compostos por 25% de representantes de entidades governamentais, 25% de representantes de entidades não-governamentais e 50% de usuários dos serviços de saúde do SUS.

Responsabilidades dos Conselhos

Conselho de Alimentação Escolar
Controla o dinheiro para a merenda. Parte da verba vem do Governo Federal. A outra parte vem da prefeitura.
Verifica se o que a prefeitura comprou está chegando nas escolas.
Analisa a qualidade da merenda comprada.
Olha se os alimentos estão bem guardados e conservados.

Conselho Municipal de Saúde
Controla o dinheiro da saúde.
Acompanha as verbas que chegam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os repasses de programas federais.
Participa da elaboração das metas para a saúde.
Controla a execução das ações na saúde.
Deve se reunir pelo menos uma vez por mês.

Conselho de Controle Social do Bolsa Família
Controla os recursos do Programa.
Verifica se as famílias do Programa atendem aos critérios para fazer parte.
Verifica se o Programa atende com qualidade às famílias que realmente precisam.
Contribui para a manutenção do Cadastro Único.

Conselho do Fundef

Acompanha e controla a aplicação dos recursos, quanto chegou e como está sendo gasto. A maior parte da verba do Fundef (60%) é para pagar os salários dos professores que lecionam no ensino fundamental. O restante é para pagar funcionários da escola e para comprar equipamentos escolares (mesas, cadeiras, quadros-negros, etc.).
Supervisiona anualmente o Censo da Educação.
Controla também a aplicação dos recursos do programa Recomeço (Educação de Jovens e Adultos) e comunica ao FNDE a ocorrência de irregularidades.

Conselho de Assistência Social
Acompanha a chegada do dinheiro e a aplicação da verba para os programas de assistência social. Os programas são voltados para as crianças (creches), idosos, portadores de deficiências físicas.
O conselho aprova o plano de assistência social feito pela prefeitura.

Portal da Transparência do Governo Federal. Disponível em http://www.portaldatransparencia.gov.br/controleSocial/ConselhosMunicipais
eControleSocial.asp. Acesso em 26 mai 2013.

Prossegue a falta de estrutura dos Conselhos de Controle Social em Ilhéus

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Na última quinta-feira (23-05), foi realizada reunião coordenada pelo Ministério Público da Bahia  para tratar sobre a estruturação dos Conselhos de Controle Social de Ilhéus, ligados à área da educação. Participaram os presidentes do Conselho Municipal de Educação,  Reinaldo Soares, Conselho de Acompanhamento do Fundeb,  Osman Nogueira Júnior,  Conselho de Meio Ambiente, Cid Edson Póvoas, e o Vice-Presidente do Conselho de Alimentação Escolar, Aldino de Oliveira Ramos, acompanhado pela conselheira Enilda Mendonça.  Representando o Poder Executivo estiveram presentes o Chefe da Casa dos Conselhos, Frederico Abobreira, e o  Procurador Marco Aurélio Lélis de Souza, pela Procuradoria-geral do Município de Ilhéus.



Os Conselheiros relataram à 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus a situação dos colegiados, que inclui aluguel de sede atraso, contas de água, energia e telefone cortadas por falta de pagamento. A situação parece ser injustificável,  eis que o Conselho Municipal de Educação tem dotação orçamentária de mais de 300 mil ao ano, por garantia legal de receber 0,50% da dotação orçamentária da Secretaria Municipal de Educação.  Já o Conselho do Fundeb e o Conselho de Alimentação Escolar tem direito a 0,25% do orçamento da Secretaria Municipal de Educação.

O trabalho dos Conselhos está, praticamente, inviabilizado pela falta de estrutura. A situação não é mais grave, devido ao empenho pessoal dos conselheiros, cargo voluntário e não remunerado, os quais utilizam seus próprios veículos e combustível para efetuarem as visitas as escolas, no caso dos conselhos ligados à educação, ou para vistoriarem os empreendimentos para fins de licenciamento ambiental, como é o caso do Conselho Municipal de Meio Ambiente. 

Os Conselhos devem rotineiramente efetuar essas visitas. O Conselho Municipal de Educação vistoria as escolas para verificar se estão autorizadas a funcionarem e se a sua situação estrutural é a adequada, podendo deliberar pela interdição do estabelecimento.  O Conselho do Fundeb é responsável por acompanhar o transporte escolar e as reformas nas escolas, avaliando o emprego das verbas do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) e de outros programa, como o PNATE e o PETE-BA, que trata do transporte escolar, e o salário-educação.  Já o Conselho de Alimentação Escolar acompanha o fornecimento de alimentação escolar,  inclusive quanto aos aspectos de higiene e segurança alimentar. O Conselho Municipal de Meio Ambiente realiza, em média quatro visitas mensais a empreendimentos por solicitação de licenciamento ambiental, bem como acompanha a implantação da educação ambiental nas escolas. No entanto, a falta de veículo para a realização das visitas oficiais prejudica o trabalho dos colegiados.

Outra grave situação relatada foi a falta de apresentação da prestação de contas do ano de 2012 aos Conselhos, a partir de julho do ano passado. O prazo final para o Conselho do Fundeb e o Conselho de Alimentação Escolar comunicarem seu parecer sobre as contas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação será o próximo dia 14 de junho. Se não houver parecer ou for negativo, o Município poderá sofrer bloqueio no recebimento de verbas de programas federais, como de Transporte Escolar (PNATE) e Alimentação Escolar (PNAE).No caso de Ilhéus, isto representa mais de 5 milhões de reais por ano em perdas para a educação. 

A Procuradoria do Município vai se pronunciar, no prazo de quinze dias, contados da reunião, sobre a estruturação dos colegiados de controle social, ficando ciente da tramitação de ação civil pública para a estruturação do Conselho Municipal de Educação, proposta em 2011 pelo Ministério Público da Bahia na 2ª Vara da Fazenda Pública, ainda sem julgamento, bem assim da existência de dois termos de ajustamento de conduta que abordam em suas cláusulas o atendimento à solicitação de veículos pelos Colegiados de Controle Social para o desempenho de suas visitas de campo, um dos quais está em execução na Vara da Infância e da Juventude e outro já foi homologado judicialmente. 


Acompanhe no site de consulta processual do Tribunal de Justiça da Bahia http://esaj.tjba.jus.br/cpopg/open.do
Ação Civil Pública nº 0005877-05.2011.805.0103 - trata da estruturação do Conselho Municipal de Ilhéus
Ação homologatória nº 0301463-51.2012.8.05.0103 - trata do fornecimento de veículo aos Conselhos para visita às escolas para verificar a autorização de funcionamento, a regularidade do quadro diretivo e o cumprimento do calendário escolar

Fotos: Rafael Lordelo/8ª PJ


BAÍA DO PONTAL – Ações Educativas

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Parece que nem tudo está perdido.

Ontem à tarde foi lançado mais uma edição do jornal ECO KIDS, na sua 11º edição, elaborado pela direção da Escola Municipal Barão de Macaúbas, aqui no Pontal, com a colaboração da Secretaria de Educação, Ministério Público, Conselho Municipal de Educação e Condema.

Nesta edição foram abordados assuntos de suma importância para a preservação ambiental, ações educativas e valorização da nossa belíssima Baía do Pontal.

Temos insistentemente denunciado as agressões que vem sofrendo a Baía do Pontal. Pelo andar da carruagem aquela orla vai virar um novo lixão.

Enquanto os empresários investem na mudança do perfil arquitetônico da área, alguns perversos moradores e agregados estão fazendo de tudo para jogar lixo no ventilador.

Ações criminosas de pessoas com mente doente, que apenas cuidam das suas casas e apartamentos, e acham que as ruas e avenidas estão destinadas a serem depósitos de lixo, pois além de jogar o lixo doméstico, investem em desovar na orla todo tipo de entulho, aparelhos domésticos, camas, colchões, guarda-roupa e todos os bagulhos que não querem mais em suas casas.

Tudo começa pela educação, e este exemplo de cidadania da direção da Escola Municipal Barão de Macaúbas, através de seus pequenos alunos, demonstra que ainda existem pessoas preocupadas com a vida e com o meio ambiente.

Participaram deste evento pessoas responsáveis da cidade, o Secretário de Meio Ambiente e Urbanismo Antonio Vieira, a Secretária de Educação Marlúcia Rocha, o membro do Condema Cid Edson Póvoas, o escritor e historiador José Rezende Mendonça, o ativista político José Henrique Abobreira e a Promotora Pública Dra. Karina Cherubini, por quem tenho grande admiração pelo excelente trabalho que realiza em prol da cidade de Ilhéus.

De minha parte e como morador do Pontal, vou continuar me utilizando dos meios de comunicação – R2CPress, internet, facebook, sites, para denunciar os maus tratos com a Baía do Pontal.

Acredito que um dia o poder público municipal vai adotar algumas providências visando coibir e punir estes moradores que não gostam do Pontal e nem da sua baía.

Vamos salvar a Baía do Pontal!

ZÉCARLOS JUNIOR para R2cpress.

Disponível em http://www.r2cpress.com.br/v1/2013/05/25/baia-do-pontal-acoes-educativas/#more-66040. Acesso em 26 mai 2013.

Aulas de fotografia e de jornalismo garantidas para os estudantes de Ilhéus

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Para a preparação do Jornal Eco Teens, periódico com matérias ambientais elaborado por alunos da rede pública e privada de ensino de Ilhéus, foram idealizadas oficinas de fotografia e de jornalismo, reforçando o trabalho de educação ambiental desenvolvido na escola encarregada da edição.

A oficina de fotografia consiste em aula teórica sobre luz, foco, uso dos equipamentos, história da fotografia, complementada por aula externa, oportunidade em que os alunos colocam em prática os ensinamentos, tirando fotos que entrarão na composição do Jornal Eco Teens. Já a oficina de jornalismo capacita os alunos sobre termos básicos usados em redação de jornal, como editorial, boneca, release, etc., bem como sobre a distribuição das matérias nas páginas. Essa oficina termina com a visita dos alunos a uma gráfica, para ver de perto a impressão de um jornal. 

Reunião para discussão das oficinas. Juliana de Moura e Sandro Andade expõem suas ideias. 
Foto: Rafael Lordelo/8ª PJ

Dois profissionais aceitaram o desafio de capacitar os estudantes que elaborarão a 4ª e a 5ª edições do Jornal Eco Teens. As aulas de fotografia serão ministradas por Sandro Andrade, fotógrafo premiado pela WPS - Wedding Photography Select. As oficinas de jornalismo serão dadas por Juliana de Moura, jornalista do Diário de Ilhéus, com profunda experiência na assessoria de comunicação de órgãos públicos e privados.

Ideias não faltam aos profissionais, que foram festejados em sua adesão ao projeto pelos demais membros do Conselho Editorial. As primeiras oficinas serão para as oitivas séries do Instituto Municipal Eusínio Lavigne, capacitando cerca de duzentos alunos. Logo em seguida, Sandro Andrade e Juliana de Moura prepararão os alunos do Colégio Estadual Paulo Américo para o lançamento do Jornal Ambiental

O Jornal Eco Teens é projeto desenvolvido pelo Ministério Público da Bahia, em parceria com o Município de Ilhéus, através do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Conselho de Acompanhamento do Fundeb e Secretaria Municipal de Educação, e com o Estado da Bahia, através da Direc-6. Seu público alvo são alunos do Ensino Fundamental II. 

Planeja-se expor o trabalho dos alunos, supervisionado por esses profissionais,  no centro de Ilhéus, ao final do ano. Fique na expectativa!

Saiba mais:
Para ver as fotos premiadas de Sandro Andrade, acesse http://www.weddingphotographyselect.co.uk/international/awards/wps-awards-intl.php?ID=632

Para relembrar uma das matérias de Juliana de Moura
http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2011/10/20/simulacao-importante/