Haroldo Pinheiro critica a falta de visão urbana do Minha Casa Minha Vida 3

|

Para presidente do CAU/BR, a prioridade do MCMV 3 é atender ao setor privado da construção



Foto:Agência Brasil -Programa  Minha Casa minha Vida


“O “Minha Casa Minha Vida 3” foi gestado da mesma forma que os anteriores:  um programa que atende sobretudo aos interesses do setor privado e não da sociedade como um todo.  Se isso não for corrigido, perderemos uma vez mais a oportunidade de utilizar os recursos vultosos do programa para reorganizar as cidades em benefício de todos”.

Essa é a opinião do presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, sobre o MCMV 3 lançado dia 03/07/14 pela presidente Dilma Rousseff, prevendo a construção de três milhões de moradias a partir de 2015.  O lançamento ocorreu durante a entrega de unidades habitacionais no Residencial Paranoá Parque, na região de Brasilia. Em paralelo, foram realizadas outras cerimônias em dez outras cidades do país.

O presidente do CAU/BR lembra que “uma das principais críticas feitas aos MCMV 1 e 2 é a localização dos  empreendimentos em bairros periféricos, distantes da  malha dotada de infraestrutura e mercado de trabalho,  agravando problemas urbanos e sociais já insustentáveis em nossas cidades”. E contrapõe:
“A decisão sobre a localização desses empreendimentos não pode ser dos construtores, dos proprietários de terra ou dos invasores, sob pena de potencializarmos a crise habitacional e a mobilidade urbana”.

Uma novidade foi a criação de uma nova faixa expandindo o espectro dos contratos em que há maior financiamento e menor subsídio, o que agradou ao setor imobiliário.

“O Estado não pode abrir mão de seu papel de planejador do uso e ocupação do solo de nossas cidades.  Os prefeitos, ao receberem verbas do Minha Casa Minha Vida,  devem pensar no futuro de suas comunidades, não fechar os olhos para a proliferação de anomalias urbanas, seduzidos por inaugurações imediatistas de obras com a presença de altas autoridades”.

Para Haroldo Pinheiro, “sem planejamento amplo e bom uso dos mecanismos previstos no Estatuto das Cidades para coibir a especulação imobiliária, os subsídios do Minha Casa Minha Vida beneficiam mais os latifundiários urbanos que a população de baixa renda. Agora, com a ampliação das faixas de renda que podem ter acesso ao programa, precisamos ficar atentos para a lógica do mercado imobiliário não prevalecer  sobre os interesses sociais”.
Proposta do arquiteto Lelé para favela de Pernambués

Lembrando frase do recém falecido arquiteto João Filgueiras Lima, Haroldo Pinheiro disse que “habitação não é só o lugar onde você mora, é um conjunto de coisas que fazem você sobreviver, inclusive o trabalho”.

“Um dos mais talentosos arquitetos do País, com uma obra predominantemente voltada para projetos públicos de cunho social, Lelé foi convidado em 2011 pela presidente Dilma Rousseff para propor uma nova solução para o Minha Casa, Minha Vida. O projeto piloto envolvia duas regiões carentes de Salvador. Os prédios utilizariam estrutura mista metálica com argamassa armada, racionalizando a produção.  A mão de obra local seria treinada e utilizada nas obras. Mais do que moradias, seriam construídas comunidades com creche, escola, áreas de lazer e comércio”.

Lelé, contudo, não pode levar adiante seu projeto e o sonho da presidente da República. “A burocracia, aliada a interesses privados, impediu que as ideiais saíssem do papel. A mesma burocracia que tem ficado atônita e passiva com os seguidos casos de construções com problemas estruturais, inclusive com ameaças de desabamentos; denúncias de superfaturamento; transformação dos conjuntos habitacionais em condomínios fechados e expulsão de moradores por milícias”.

“Mais do que quantidade, o Minha Casa Minha Vida precisa de qualidade”, concluiu.

Fonte: CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO BRASIL- CAU/BR, 04 Jul. 2014. Disponível em http://www.caubr.gov.br/?p=26768. Acesso em 05 Jul. 2014

Incêndios Urbanos

|
Incêndios Urbanos
Karina Gomes Cherubini

              Embora o Brasil enfrente variados tipos de desastres, o incêndio na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria/RS, ocorrido em 2013, serviu para reativar[1] a atenção do poder público e da comunidade em geral sobre a necessidade da prevenção desse risco e da implantação de medidas eficientes para minimizar os danos e os prejuízos, se o desastre,  apesar das precauções adotadas, não puder ser evitado.
              Os incêndios urbanos são classificados pelo artigo 7º, §3º, da Instrução Normativa nº 01, de 24 de agosto de 2012, do Ministério da Integração Nacional (BRASIL, 2012) como desastres tecnológicos, por serem originados de “condições tecnológicas ou industriais, incluindo acidentes, procedimentos perigosos, falhas na infraestrutura ou atividades humanas específicas.” Entretanto, já foram classificados como desastres humanos, na categoria social, pela Codificação dos Desastres (CODAR) que vigeu no Brasil até 2012,  até a entrada em vigor da atual Codificação Brasileira de Desastres –COBRADE.
              Quanto à evolução, são desastres súbitos ou de origem aguda. Já quanto à gravidade ou intensidade, são classificados como desastres de nível I, se puderem ser suportados pelo governo local e se os danos humanos, materiais e ambientais, bem assim os prejuízos econômicos públicos e privados não ultrapassarem os limites prescritos para essa classificação, que constam do artigo 4º da Instrução referida (BRASIL, 2012).
              A incidência de incêndios guarda relação com as vulnerabilidades do cenário urbano, por atingirem, com frequência, assentamentos precários.  Entretanto, os incêndios urbanos não superam quantitativamente os desastres de origem natural[2] e tampouco recebem muita atenção da literatura especializada[3] ou contam com centralização das estatísticas.  Consoante Seito e outros (2008, p. 355), os dados são obtidos de modo fragmentado, por meio das informações existentes em sítios esparsos na Internet[4], ou solicitando-se ao Corpo de Bombeiros de determinada Federação as informações de interesse para uma determinada pesquisa.
              Os incêndios urbanos podem causar danos humanos, como mortes ou pessoas afetadas, incluindo feridos, enfermos, mutilados, desabrigados, desalojados, desaparecidos; danos materiais, como destruição ou danificação de unidades habitacionais, obras de infraestrutura e de instalações públicas e privadas; danos ambientais, como poluição atmosférica; prejuízos econômicos públicos e/ou privados, conforme o tipo de instalação que vierem a afetar. 
Dentre os desequilíbrios mais visíveis, que podem vir a desencadear um desastre dessa natureza, podem ser mencionados, no caso de assentamentos precários,  alta densidade populacional conjugada com vulnerabilidade econômica e social,  implicando deficientes condições estruturais das habitações, com uso de materiais de construção que facilitam a combustão. A localização espacial desses assentamentos, inclusive, retarda o tempo-resposta da intervenção de salvamento (ARAÚJO, 2012, p. 3), seja pela dificuldade de acesso das viaturas, seja pela inexistência de hidrantes (CARLO, 2008, p. 12). Não são desprezíveis, como causas, vazamento de gás de bujões com explosões, curto-circuitos em instalações elétricas por excesso de carga ou ligações clandestinas, manuseio de explosivos e outros produtos perigosos em locais não adequados, esquecimento de ferro de passar roupa, fogões e eletrodomésticos ligados (CARLO, 2008, p.12).
Igualmente, há de se mencionar a inexistência e/ou o desaparelhamento do Corpo de Bombeiros em determinadas cidades, em algumas situações com falta de equipamentos (como escada mecânica, plataforma, etc.) e inadequado estado de conservação de veículos (INCÊNDIO..., 2012).
Em relação a incêndios em locais públicos, pode ser mencionada a falta de controle efetivo das lotações e dos materiais de acabamento, bem como de informações aos frequentadores sobre rotas de fuga, além da inexistência ou obstrução de meios de escape (GILL, OLIVEIRA e NEGRISOLO, 2008, p. 31).
Houve também modificações nos sistemas construtivos, que passaram a ser caracterizados pela utilização de grandes áreas sem compartimentação, pelo emprego de fachadas envidraçadas e pela incorporação acentuada de materiais combustíveis aos elementos construtivos (MITIDIERI, 2008, p. 55).
Guimarães, Guerreiro e Peixoto (2008, p. 6) resumem todos esses fatores em duas grandes expressões: “vulnerabilidade por ausência de desenvolvimento e vulnerabilidade devido a um desenvolvimento não sustentável”.
Para evitar ou minimizar a ocorrência desse tipo de desastre, faz-se imperioso adotar medidas correspondentes a todos os ciclos do desastre.
              A fase da prevenção[5] deve voltar-se para a adoção de medidas de redução da probabilidade de ocorrência do desastre (GUIMARÃES, GUERREIRO e PEIXOTO, 2008, p.5), como análise de riscos, elaboração de mapas de riscos e vulnerabilidades, manutenção de sistemas de coleta, tratamento e análise de dados sobre incêndios (CARLO, 2008, p.1), elaboração de plano de emergência,  implantação de programas de prevenção, educação[6] e combate a incêndios, incluindo treinamento de brigadistas e realização de simulados de evacuação,   implantação e divulgação  de rotas de fugas, adequação arquitetônica[7] e instalação de dispositivos corta-fogo e outros dispositivos de proteção passiva[8] e iluminação de emergência.  
Ainda nos momentos anteriores ao desastre, há as fases de mitigação das perdas (executar as ações antecipadas de prevenção), preparo frente às consequências (organizar e planificar a resposta ao evento)  e alerta sobre sua ocorrência (vigilância e monitoramento, com implantação de sistemas de detecção de incêndio e vazamentos, bem como de emissão de sinais sonoros ou luminosos).
              Nas fases posteriores ao desastre, as medidas são de resposta à emergência (salvar vidas, reduzir o sofrimento e proteger bens), reabilitação dos serviços (comunicação, saúde, logísticos, etc.) e reconstrução (ARAÚJO, 2012, p. 30). Durante a ocorrência, impõe-se a execução de um plano operativo de resposta, que contenha a estrutura organizativa e funcional das autoridades e organismos chamados a intervir no desastre e estabeleça os mecanismos de coordenação e de manejo de recursos (ARAÚJO, 2012, p. 52).
              Enfim, verifica-se que muitas são as providências a serem adotadas pelo Poder Público e pela sociedade para a estruturação de sua defesa civil para atuação frente aos desastres. O mais importante de tudo é que essa organização seja feita em períodos de normalidade, disseminando uma verdadeira cultura de segurança, que abarque todos os ciclos dos desastres e não somente os reativos.  

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Sérgio B. Administração de Desastres :Conceitos & tecnologias. 2012. Disponível em <http://www.defesacivil.pr.gov.br/arquivos/File/AdministracaodeDesastres.pdf>. Acesso em 21 Jun. 2014.
BRASIL, Ministério da Integração Nacional. Anuário Brasileiro de Desastres Naturais 2011. Brasília: CENAD, 2012 Disponível em <http://www.integracao.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=e3cab906-c3fb-49fa-945d-649626acf790&groupId=185960>. Acesso em 21 jun 2014.
BRASIL, Ministério da Integração Nacional. Instrução Normativa nº 01,  de 24 Ago. 2012. Disponível em http://www.integracao.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=822a4d42-970b-4e80-93f8-daee395a52d1&groupId=301094. Acesso em 22 Jun. 2014
BRASIL, Ministério da Integração Nacional. Reconhecimento de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública. Brasília, mar 2012. Disponível em http://www.integracao.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=f8d7817c-fc50-4b0a-b643-b686ef26cd32&groupId=185960. Acesso em 21 jun. 2014.
CARLO, Ualfrido Del. A segurança contra incêndio no mundo. In: SEITO, Alexandre (Coord.) et al. A segurança contra incêndio no Brasil. São Paulo: Projeto Editora, 2008, Cap. 1, p. 1-7.
GILL, Alfonso Antonio, OLIVEIRA, Sérgio Algassi de, NEGRISOLO, Walter. Aprendendo com os grandes incêndios. In: SEITO, Alexandre (Coord.) et al. A segurança contra incêndio no Brasil. São Paulo: Projeto Editora, 2008, Cap. III, p. 19-32.
GUIMARÃES, Roberto Bastos. GUERREIRO, Juarez Antunes Silva. PEIXOTO, José Augusto Saraiva. Considerações sobre os riscos ambientais e urbanos no tocante aos desastres e emergências. Revista VeraCidade, ano 3, nº 3, Mai. 2008. Disponível em <http://www.ceped.ufsc.br/biblioteca/outros-titulos/consideracoes-sobre-os-riscos-ambientais-e-urbanos-no-tocante-aos-desastre>. Acesso em 22 Jun. 2014.
INSTITUTO SPRINKLER BRASIL. Estatísticas 2013 – 2013. Disponível em <http://www.sprinklerbrasil.org.br/estatisticas/estatisticas-2013/>. Acesso em 22 Jun. 2013.
MITIDIERI, Marcelo Luis. O comportamento dos materiais e componentes construtivos diante do fogo – reação ao fogo. In: SEITO, Alexandre (Coord.) et al. A segurança contra incêndio no Brasil. São Paulo: Projeto Editora, 2008, Cap. V, p. 55-74.
INCÊNDIO atinge prédio comercial no centro de Taubaté. Zona de Risco, 22 Set. 2012. Disponível em http://zonaderisco.blogspot.com.br/2012/09/incendio-atinge-predio-comercial-no.html. Acesso em 22 Jun. 2014.
SEITO, Alexandre (Coord.) et al. A segurança contra incêndio no Brasil. São Paulo: Projeto Editora, 2008, 498 p.



[1] Outros incêndios com essas proporções foram do Gran Circo Norte-Americano, quando se apresentava em Niterói (RJ), em 1961,  dos Edifícios Andraus, em 1972, e Joelma, em 1974,  ambos na cidade de São Paulo (SP) (GILL, OLIVEIRA E NEGRISOLO, 2008,  p.23-25)

[2] O Brasil é mais afetado por desastres de origem hidrológica, especialmente enxurradas e inundações (BRASIL, 2012, p. 33) sendo que no ano de 2011, de 1.519 desastres,  apresentou 782 enxurradas e 309 enchentes, processos fortemente associados à degradação de áreas frágeis, potencializados pelo desmatamento e ocupação irregular (ARAÚJO, 2012, p. 46) contra 26 desastres não detalhados, que incluem os incêndios urbanos.

[3] Segundo Seito e outros (2008, p. 7) há deficiência de literatura na área, fazendo com que o profissional da segurança contra incêndio seja um autodidata.
[4] O Instituto Sprinkler Brasil realiza estatísticas de incêndios em locais construídos e que poderiam ter sido contornados com o uso de sprinklers, excluídas as residências, a partir da compilação de dados de notícias sobre os chamados “incêndios estruturais”. Segundo o Instituto, em 2013 ocorreram 1.095 incêndios distribuídos entre galpões, comércio,  indústrias, bancos, empresas públicas, escolas, hospitais, aeroportos, entre outros. Isto representa 91 ocorrências noticiadas, em média, por mês. Em 2012, foram noticiadas 755 ocorrências de incêndios estruturais, gerando a média de 40 matérias mensais sobre o tópico (INSTITUTO SPRINKLER BRASIL, 2013). 
[5] Gill, Oliveira e Negrisolo (2008, p. 22) destacam que as medidas de proteção contra incêndios abrangem cinco etapas: prevenção, que consiste no controle dos materiais combustíveis e das fontes de calor e em treinamento das pessoas para hábitos e atitudes preventivas; proteção, como medidas que objetivam dificultar a propagação do incêndio e manter a estabilidade da edificação; combate, compreendendo recursos humanos e materiais usados para se extinguir incêndios, meios de escape, integrados por medidas de proteção ativas e passivas, que possibilitam, inclusive, o acesso à edificação pelas equipes de resposta; gerenciamento, que abrange a manutenção dos sistemas e a administração da resposta às emergências. Guimarães, Guerreiro e Peixoto (2008, p. 11) mencionam, ao lado da gestão compensatória ou corretiva, destinada à prevenção e correção dos problemas,  a necessidade de gestão prospectiva, como sendo aquela “que procura evitar, ou minimizar,riscos que ainda possam ser gerados em uma comunidade”.

[6] A educação abrange a formação de arquitetos e de engenheiros com conhecimentos em segurança ou engenharia de proteção contra incêndios, inclusive nas modalidades de graduação e pós-graduação, treinamento para técnicos em instalações e manutenção de sistemas de segurança, além de conscientização da população, com implantação de cultura de segurança (CARLO, 2008, p. 6, 10 e 34).
[7] Carlo (2008, p. 10) refere a necessidade de aprovações de projetos, inspeções e o “Habite-se” com exigências no quesito de segurança contra incêndio, compreendendo “projeto da estrutura para resistir aos efeitos do incêndio;  divisão dos espaços internos para prevenir a propagação irrestrita do incêndio;  separação das edificações para prevenir a propagação do incêndio e instalações para controle de incêndio na edificação” .
[8] São mecanismos de proteção passiva escadas seguras, paredes, portas corta-fogo, diques de contenção; armários e contentores para combustíveis; afastamentos; proteção estrutural, controle dos materiais de acabamento (GILL, OLIVEIRA E NEGRISOLO, 2008, p.22)

Jornal “Eco Kids” ganha primeira edição em Itanhém

|
A primeira edição, publicada em Itanhém, do jornal 'Eco Kids', um periódico composto integralmente por notícias sobre meio ambiente redigidas por alunos da Escola Municipal Costa e Silva, foi lançado ontem (03), no município, com a participação do promotor de Justiça Regional Ambiental de Teixeira de Freitas e coordenador regional do Núcleo Mata Atlântica (Numa), Fábio Fernandes Corrêa. Idealizado pela promotora de Justiça Karina Gomes Cherubini e incorporado ao Planejamento Estatégico do Ministério Público do Estado da Bahia, o 'Eco Kids', bem como o 'Eco Teens', são elaborados a partir de recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente, sob a coordenação do MP e dos municípios que aderem ao projeto. 

Desenvolvido pelos alunos, sob a orientação dos professores e pedagogos da escola indicada pelas secretarias municipais de Meio Ambiente e Educação, o jornal tem um importante papel multiplicador, conforme entende o coordenador regional do Numa. “Além de desenvolver a consciência ambiental no aluno, o 'Eco Kids' atinge as famílias e os vizinhos, tendo alcance comunitário”, frisou Fábio Fernandes Corrêa, destacando ainda que a educação é a principal ferramenta para mudanças de comportamento que levem a uma postura mais protetiva com relação ao meio ambiente. Os alunos que tiveram seus textos escolhidos para o 'Eco Kids' receberam uma medalha e um certificado. Participaram do lançamento, o prefeito, secretários, vereadores, pais de alunos e outros estudantes.

Fonte: PINHEIRO, Gabriel. Portal do Ministério Público da Bahia, 04 jun 2014. Disponível em http://www.mpba.mp.br/visualizar.asp?con. Acesso em 04 Jun 2014.

Parceria firmada para produção dos Jornais Eco Kids e Eco Teens em Barra do Choça

|

Na tarde de 03-06-2014, em Barra do Choça (BA), o Ministério Público da Bahia apresentou os jornais ambientais Eco Kids e Eco Teens a autoridades locais, buscando parceria para a implantação do projeto naquele município.

A reunião ocorreu no Salão do Júri do Fórum de Barra do Choça, com a participação da Promotoria de Justiça da Comarca, Soraya Meira Chaves. A explicação sobre o projeto foi dada pela Promotora Regional de Justiça de Meio Ambiente, Karina Gomes Cherubini, que propôs a participação de Barra do Choça,a partir do segundo semestre de 2014.

Houve a aceitação do Município de Barra do Choça e a constituição do Conselho Editorial dos jornais, formado pelo Secretário Municipal de Meio Ambiente, Secretário Municipal de Educação, Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Presidente do Conselho de Acompanhamento do Fundeb e representante local da Direc-20, sob a coordenação do Ministério Público da Bahia. 




Diretoras de Escolas Municipais comparecerem à reunião, demonstrando interesse pelo projeto, especialmente pelo desafio de trabalhar com os alunos uma nova linguagem, a de produção textual de jornais.

Será lançada uma edição do Jornal Eco Kids e uma edição do Jornal Eco Teens neste ano em Barra do Choça, como projeto-piloto. As escolas que participarão do projeto serão indicadas pela Secretaria Municipal de Educação, no prazo de cinco dias.

Os jornais Eco Kids e Eco Teens são elaborados por alunos de escolas públicas e privadas, a partir de recursos canalizados para o Fundo Municipal de Meio Ambiente, decorrente de infrações ambientais. O projeto é do Ministério Público do Estado da Bahia, com a participação dos municípios.







Não pesa na mala, torna mais leve o meio ambiente...

|
Sabe aquela dica de fechar a torneira, enquanto escova os dentes? Medida simples, que ajuda ao meio ambiente e só depende de você.
Parecida com essa, encontrei a dica de uma companhia aérea, a qual reproduzo:

"Traga seus próprios fones de ouvido.
Todos os dias, cerca de 50 mil clientes voam conosco. Aos que voam nos jatos da companhia é oferecido um fone de ouvido para acompanhar a programação ao vivo ou gravada dos televisores individuais nas poltronas. O que muita gente não sabe é que este material gera toneladas de lixo tóxico e contamina o meio ambiente. Portanto, uma iniciativa simples que cada um de nós pode tomar é lembrar-se de levar nossos próprios fones de ouvido para utilizar durante o voo. A natureza agradece!"



Azul Magazine,  edição 09, janeiro 2014, fl. 110.
Imagem: http://10colados.blogspot.com.br/p/estou-participando-da-pior-promocao-do.html

Preparativos para o Dia Internacional de Combate à Corrupção são definidos em Ilhéus

|

Em reunião realizada nesta tarde, com a participação da Coordenação do Fórum Permanente de Controle Social de Ilhéus,  Instituto Nossa Ilhéus, Câmara de Vereadores de Ilhéus e Ministério Público do Estado da Bahia, foram definidos os preparativos para o seminário que ocorrerá no município, no dia 09 de dezembro de 2013, às 14h, na própria Câmara,  para marcar o Dia Internacional de Combate à Corrupção. 


A data estará associada, em Ilhéus, com a instituição do Fórum Permanente de Controle Social de Ilhéus, com a apresentação da campanha "O que você tem a ver com a corrupção" e com o lançamento dos portais de transparência da Câmara de Vereadores e da Prefeitura Municipal de Ilhéus. 

O Fórum Permanente de Controle Social de Ilhéus, recentemente criado,  é composto por todos os Conselhos de Controle Social do Município. A coordenação é exercida, atualmente,  pelos presidentes do Conselho Municipal de Educação, Conselho Municipal de Saúde e Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescentes, com mandato de seis meses. O objetivo do Fórum é servir de espaço de debate de ações e controle da aplicação de recursos públicos, favorecendo o compartilhamento de informações e articulação entre os colegiados.  No seminário do dia 09 de dezembro, os Conselhos apresentarão as atividades que desenvolveram em 2013 e que contribuíram para a efetivação de políticas sociais, com melhor utilização de recursos públicos.


O evento também apresentará a campanha nacional "O que você tem a ver com a corrupção?" , da qual já participam o Ministério Público do Estado da Bahia e o Instituto Nossa Ilhéus, e será finalizado com a demonstração dos Portais da Transparência da Câmara de Vereadores de Ilhéus e da Prefeitura Municipal de Ilhéus. 







Últimos preparativos para o Jornal Eco Teens do Colégio Estadual Paulo Américo

|

 No último dia 13 de novembro,  foram definidos os preparativos para o lançamento do Jornal Eco Teens pelo Colégio Estadual Paulo Américo. O jornal foi preparado por oitenta alunos do Fundamental II e contou com oficinas de jornalismo e de fotografia com os profissionais Juliana de Moura e Sandro Andrade. Será lançado no dia 06 de dezembro de 2013, em horário ainda a definir,  na própria unidade escolar.



Antes de ir para impressão gráfica, a minuta (boneca) do jornal foi submetida ao Conselho Editorial, composto pelo Ministério Público da Bahia, através da 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, Conselho do Meio Ambiente, Conselho de Acompanhamento do Fundeb de Ilhéus e Secretaria Municipal de Educação. A jornalista Juliana de Moura e o fotógrafo Sandro Andrade estiveram presentes, oportunidade em que analisaram os resultados das oficinas. Juliana de Moura apreciou a boneca da 4ª edição do Eco Teens quanto ao conteúdo e disposição das matérias, enquanto Sandro Andrade analisou a disposição das fotografias e sua qualidade  visual. Suas sugestões e comentários  impressionaram a todos na reunião, dando a certeza do proveito total das oficinas para os alunos do Colégio Paulo Américo, também revelado nos trabalhos produzidos para o jornal Eco Teens.

O jornal Eco Teens é uma publicação com temas ambientais, voltado para adolescentes,  produzido por escolas do Município de Ilhéus, públicas e privadas, tanto da rede municipal como estadual. É financiado por infratores ambientais, como compensação pelo dano causado.O financiamento é obtido em termos de ajustes de conduta e transações penais pelo Ministério Público da Bahia, através da Promotoria de Justiça Ambiental  (11ª Promotoria de Justiça de Ilhéus).  Para o público infantil, dentro da mesma metodologia, é produzido o Jornal Eco Kids, que já está em sua 13ª edição.